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De Natividade para a Alerj: estudante do Francisco Portella leva voz dos jovens ao Parlamento Juvenil

Entre corredores históricos, discursos políticos e projetos de lei, uma estudante de Natividade passou a ocupar, nesta semana, um espaço normalmente reservado aos deputados estaduais. Aos olhos de quem acompanha de longe, pode parecer apenas uma cerimônia. Mas para Marianna Vitória da Silva Paulino, aluna do Colégio Estadual Francisco Portella, o momento representa algo maior: a chance de mostrar que jovens do interior também têm propostas, ideias e voz ativa.

Escolhida pelos colegas da rede estadual, Marianna é a representante de Natividade na 17ª edição do Parlamento Juvenil da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A posse aconteceu nesta segunda-feira (25), no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, reunindo estudantes de diversos municípios fluminenses.

Durante a programação, os jovens assumem simbolicamente o papel de deputados estaduais, participando de debates, votações e discussões sobre projetos voltados para problemas reais da sociedade.

A proposta defendida pela estudante natividadense chama atenção por abordar um tema cada vez mais presente na vida dos brasileiros: educação financeira. O projeto apresentado por Marianna propõe a implantação da disciplina nas escolas públicas estaduais, com o objetivo de preparar os alunos para lidar com dinheiro, planejamento e organização financeira ainda durante a educação básica.

A jovem, que sonha em cursar Direito após concluir o ensino médio, terá a oportunidade de acompanhar a tramitação da proposta dentro do Parlamento Juvenil. Ao fim da edição, os projetos com maior destaque poderão seguir para análise oficial do Governo do Estado — caminho já percorrido por propostas de ex-participantes que hoje se transformaram em leis estaduais.

Criado em 1998, o Parlamento Juvenil é uma parceria entre a Alerj e a Secretaria Estadual de Educação e reúne representantes de todos os municípios do Rio de Janeiro. Nesta edição, o programa também se destacou pela forte presença feminina e pela ampliação da inclusão social, com a participação de estudantes com deficiência e Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Para Natividade, a participação de Marianna representa mais do que uma presença simbólica na Alerj. É o nome da cidade ocupando espaços de debate, construção política e representação juvenil dentro do estado.