Estrondo e vibrações assustam moradores em Muriaé, mas não há registro oficial de tremor de terra
Moradores dos bairros Barra e União, além de comunidades da zona rural de Muriaé e até de cidades vizinhas, relataram um forte estrondo acompanhado de vibrações na manhã de sábado (18), por volta das 11h40. O episódio provocou preocupação entre a população, gerou especulações sobre um possível tremor de terra e levantou dúvidas sobre uma eventual relação com as obras de rebaixamento do leito do Rio Muriaé, na região da Ponte da Barra.
Apesar da repercussão, até o momento não há qualquer confirmação oficial de que tenha ocorrido um abalo sísmico na região. A Defesa Civil de Muriaé informou que não recebeu chamados sobre o caso por meio do telefone de emergência 199 e também consultou o Corpo de Bombeiros, que igualmente não registrou ocorrências relacionadas ao episódio.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Muriaé, Leandro Cunha, os principais centros de monitoramento sísmico utilizados pelo órgão, incluindo a Universidade de Brasília (UnB) e o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), não registraram qualquer tremor na região.
“Entramos em contato tanto com a Universidade de Brasília quanto com a USP, onde existem setores responsáveis pelo monitoramento de abalos sísmicos, e nenhum abalo foi registrado pelos sismólogos aqui na nossa região”, afirmou.
Equipes da Defesa Civil também percorreram a região da Barra em busca de informações que pudessem esclarecer a origem do fenômeno, mas, segundo o órgão, nenhum indício conclusivo foi encontrado. As causas do estrondo e das vibrações permanecem desconhecidas.
Enquanto isso, moradores continuam compartilhando relatos sobre o que sentiram. A moradora Lúcia Helena Guedes descreveu momentos de apreensão dentro de casa.
“Escutei um estrondo muito forte, seguido de um tremor que sentimos dentro de casa. As janelas balançaram, a mesa também vibrou e vários vizinhos saíram para a rua tentando entender o que havia acontecido. Foi um susto muito grande.”
Na região do bairro União, um morador registrou a queda de parte do teto de gesso da residência logo após o estrondo. Também houve relatos de vibrações em móveis, portas e janelas.
Os relatos não ficaram restritos a Muriaé. Em São Lourenço, distrito de Eugenópolis, a moradora Regi Ramos afirmou ter percebido um possível reflexo do fenômeno.
“Eu acho que foi algum tremor na terra porque eu estava no sítio em São Lourenço, Eugenópolis, e o piso da cozinha de cimento queimado trincou. Devia ser quase meio-dia.”
Nos primeiros momentos após o ocorrido, muitos moradores levantaram a hipótese de que o estrondo pudesse estar relacionado às obras de rebaixamento do Rio Muriaé, executadas na região da Ponte da Barra. No entanto, informações preliminares obtidas posteriormente indicam que o episódio não teria relação com a intervenção.
A Secretaria Municipal de Obras informou que buscaria esclarecimentos junto à empresa responsável pela obra para explicar os procedimentos adotados na retirada da grande laje existente no leito do rio, justamente para afastar dúvidas da população sobre uma possível ligação entre os trabalhos e o fenômeno registrado no sábado.
Embora Muriaé tenha registrado pequenos abalos sísmicos de baixa magnitude em anos anteriores, inclusive em 2020, desta vez não existe qualquer registro oficial que confirme a ocorrência de um tremor de terra.
Até que novas informações sejam divulgadas pelos órgãos competentes, a origem do forte estrondo e das vibrações continua sem explicação oficial, enquanto a Defesa Civil mantém o acompanhamento do caso.
Da redação da TV Natividade com informações Rádio Muriaé e Silvan Alves

