Mulher morre em Itaperuna após ter os dedos dos pés amputados pela própria filha
Maria Luiza, de 57 anos, morreu no fim da manhã desta segunda, (02/03), no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna. Ela estava internada desde a última terça-feira (24/02), após ter oito dedos dos pés amputados dentro da própria casa, no bairro Vinhosa. Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita do crime é a própria filha da vítima, Alcirlene Hilario do Nascimento, de 34 anos, que foi presa em flagrante.
O caso foi descoberto na manhã de terça-feira, quando a filha procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Guaritá, localizada a cerca de 400 a 500 metros da residência, relatando que havia encontrado a mãe deitada em um colchão no chão com os dedos dos pés amputados — alguns parcialmente e outros totalmente.
Maria Luiza foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital São José do Avaí, onde permaneceu internada em estado grave até o óbito.
Inicialmente, a vítima, que era acompanhada pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps), afirmou que os ferimentos teriam sido causados por uma queda. No entanto, policiais militares que atenderam a ocorrência consideraram a versão incompatível com o tipo de lesão.
A filha também tentou atribuir o crime a uma vizinha, alegando que a motivação estaria ligada a supostos rituais religiosos. A hipótese foi descartada durante a investigação. A mulher citada prestou depoimento na 123ª DP, em Macaé, e negou qualquer envolvimento. Imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos confirmaram que nenhuma terceira pessoa entrou ou saiu da residência no período das agressões.
De acordo com a Polícia Civil, houve ainda tentativa de limpeza da cena antes da chegada dos agentes. A investigação, conduzida pela 143ª DP de Itaperuna, sob coordenação do delegado Carlos Augusto Guimarães, com apoio do 29º BPM, levou à prisão em flagrante de Alcirlene pelo crime de lesão corporal gravíssima no contexto de violência doméstica contra a própria mãe.
Com a morte da vítima, o caso pode ter reclassificação criminal e novos desdobramentos judiciais.
Considerando relatos sobre possível histórico psicológico da suspeita, o delegado representou pelo Incidente de Insanidade Mental, procedimento que irá avaliar a capacidade de discernimento da acusada no momento do crime.
O caso segue sob investigação.
Da redação da TV Natividade com informações Blog do Adilson Ribeiro
