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Atraso salarial atinge parte dos profissionais do SAMU Noroeste; Conspnor atribui problema à falta de repasses e prevê regularização até 10 de julho

Parte dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) do Noroeste Fluminense enfrenta atraso no pagamento dos salários. A situação foi confirmada pelo Consórcio Público Multifinalitário do Noroeste Fluminense (Conspnor), responsável pela gestão do serviço na região, que informou que o problema é consequência de dificuldades no fluxo de caixa provocadas pela ausência de repasses financeiros previstos por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro e pela inadimplência de alguns municípios consorciados no pagamento das cotas de custeio.

De acordo com o Conspnor, o atraso atinge apenas parte dos colaboradores e não compromete toda a estrutura do serviço. O consórcio informou que os profissionais das bases descentralizadas de Natividade e Varre-Sai estão com os salários em dia. Além disso, o município de Porciúncula regularizou sua situação financeira junto ao consórcio nesta quarta-feira, garantindo o pagamento de seus colaboradores. As demais cidades integrantes do consórcio ainda apresentam pendências financeiras.

Segundo o órgão, a regularidade dos pagamentos depende diretamente dos recursos repassados pelos municípios conveniados e do cumprimento dos repasses estaduais previstos para o financiamento do serviço. O consórcio afirma que a combinação desses fatores gerou um efeito sobre o fluxo de caixa, resultando no atraso dos vencimentos de parte dos funcionários.

Apesar do atraso salarial, o Conspnor garante que o atendimento do SAMU 192 continua sendo prestado normalmente, sem interrupções, durante 24 horas por dia em todo o Noroeste Fluminense. A manutenção dos serviços, segundo a entidade, tem sido possível graças ao comprometimento dos socorristas, profissionais de saúde e servidores que permanecem atuando nas unidades.

O consórcio informou ainda que já adotou medidas administrativas, institucionais e jurídicas para buscar a regularização da situação, incluindo cobranças formais aos entes responsáveis pelos repasses e reuniões com gestores públicos e órgãos de fiscalização.

Em nota assinada pelo secretário executivo do Conspnor, Evaldo Lomeu Braga Netto, o órgão informou que a expectativa é de que os municípios com pendências financeiras regularizem os pagamentos até o dia 10 de julho, permitindo a normalização do fluxo de caixa e a quitação dos salários dos colaboradores afetados.

Da redação da TV Natividade com informações Blog do Adilson Ribeiro

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